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Rascunho da carta da COP30 propõe metas mais ambiciosas para conter aquecimento global

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Marcos Butel

Produtor cultural por meio de projetos aprovados na Lei Paulo Gustavo e Aldir Blanc (2024-2025). Bacharel em Comunicação Social-Jornalismo pela UFAM-ICSEZ Parintins (2022). Cofundador da Amazon Rec Produções, produtora e portal de notícias do baixo amazonas. Trabalha com produção audiovisual, exercendo funções de roteirista, videomaker e motion designer. Estuda cinema, produção executiva e direção de fotografia pela AIC (Academia Internacional de Cinema), em São Paulo.

O documento preliminar da 30ª Conferência das Nações Unidas sobre Mudanças Climáticas (COP30) apresenta uma série de propostas voltadas à intensificação das ações climáticas globais. O texto reafirma o compromisso com a meta de limitar o aquecimento da Terra a 1,5°C, conforme estabelecido no Acordo de Paris, e destaca que esse objetivo ainda é viável — desde que sejam adotadas medidas concretas, com prazos definidos e mecanismos eficazes de implementação, especialmente no que se refere à redução do uso de combustíveis fósseis.

A proposta enfatiza que alcançar emissões líquidas zero até a metade do século é essencial e deve estar alinhado às diretrizes científicas do Painel Intergovernamental sobre Mudanças Climáticas (IPCC). Para isso, recomenda-se que os países estabeleçam metas claras para a eliminação gradual do carvão e a redução significativa do uso de petróleo e gás. O texto também sugere a criação de mecanismos de cooperação internacional que assegurem uma transição justa, especialmente em regiões economicamente dependentes desses setores.

Novo pacto global

Outro ponto central do rascunho é a necessidade de um novo pacto global baseado na equidade. O documento destaca que as nações com maior responsabilidade histórica pelas emissões de gases de efeito estufa devem ampliar suas metas de redução e garantir financiamento acessível para apoiar países em desenvolvimento.

A transição energética justa é tratada como um eixo estratégico. O texto propõe ampliar os investimentos em fontes renováveis, infraestrutura de transmissão e sistemas descentralizados de energia, com atenção especial a áreas como a Amazônia. Também é ressaltada a importância de apoiar trabalhadores e comunidades afetadas pela descarbonização da economia, de modo a evitar o agravamento das desigualdades sociais.

A relação entre comércio internacional, clima e biodiversidade também é abordada. O rascunho recomenda maior alinhamento entre essas agendas, para evitar que práticas comerciais incentivem o desmatamento ou a exploração predatória de recursos naturais. Além disso, defende que políticas comerciais contribuam para que países em desenvolvimento tenham acesso a tecnologias limpas, mercados sustentáveis e oportunidades de geração de valor.

Sem mais adiamento

O texto ainda traz diretrizes sobre agricultura sustentável, restauração ecológica, sistemas alimentares e financiamento verde. Para os autores do documento, a COP30 deve demonstrar que o multilateralismo permanece uma ferramenta eficaz diante da crise climática. O rascunho afirma que “ações estruturantes não podem mais ser adiadas” e convoca os países a assumirem compromissos que se traduzam em políticas públicas concretas.

A cidade de Belém, sede da conferência, é apresentada como símbolo da biodiversidade amazônica e da resistência dos povos originários. O relatório aponta que a COP30 representa uma oportunidade histórica para redefinir a relação da humanidade com a natureza e construir um futuro mais justo, seguro e sustentável para as próximas gerações.

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