Valendo vaga na final: semifinal da 2ª Copa Benedito Azêdo de Futsal acontece nesta quinta (13)

Valendo vaga na final: semifinal da 2ª Copa…

A emoção do futsal masculino chega ao ponto decisivo nesta quinta-feira, 13, com os dois jogos da semifinal

Boi Caprichoso homologa novos sócios e Rossy Amoedo propõe direito de voto a todos os associados

Boi Caprichoso homologa novos sócios e Rossy Amoedo…

A Associação Cultural Boi-Bumbá Caprichoso realizou, nesta quarta-feira (12), uma Assembleia Geral Extraordinária no Curral Zeca Xibelão, em

Cia Arfact leva a cultura do Boi Caprichoso ao pódio do maior festival de dança do mundo

Cia Arfact leva a cultura do Boi Caprichoso…

A cultura do Boi Caprichoso, campeão do Festival de Parintins 2026, alcançou o pódio do 43º Festival de

Defensoria instaura procedimento coletivo para garantir direitos de famílias do programa habitacional Morar Melhor

Defensoria instaura procedimento coletivo para garantir direitos de…

A medida prevê a fiscalização das ações do poder público e busca de soluções extrajudiciais para assegurar o

Em Parintins, professores de Língua Portuguesa participam de encontro formativo para alinhamento pedagógico

Em Parintins, professores de Língua Portuguesa participam de…

Professores de Língua Portuguesa e coordenadores pedagógicos da rede municipal de educação participaram, na manhã desta quinta-feira, 23

Garra e superação: handebol juvenil masculino de Parintins volta a uma final de JEAs após dois anos

Garra e superação: handebol juvenil masculino de Parintins…

Parintins está na final do handebol juvenil masculino do 47º Jogos Escolares do Amazonas (JEAs 2026). Em clima

Mutirão da Secretaria de Terras acelera regularização de processos fundiários na zona urbana de Parintins

Mutirão da Secretaria de Terras acelera regularização de…

Com o objetivo de dar mais agilidade aos serviços de regularização fundiária, a Prefeitura de Parintins, por meio

Oficina reúne representantes de seis municípios para elaboração de planos decenais

Oficina reúne representantes de seis municípios para elaboração…

O município de Parintins promove, nesta segunda (20) e terça-feira (21), a Oficina Formativa Presencial da Rede de

Rubro Negro transforma a “Mundurukânia” em enredo e leva guerra ancestral e manifesto amazônico ao Carnailha 2026

A encenação introduz também a figura do invasor branco não como protagonista, mas como contaminação do espaço: uma presença que rompe o equilíbrio e marca a ferida aberta na floresta

Pesquisar

Picture of Marcos Butel

Marcos Butel

Produtor cultural por meio de projetos aprovados na Lei Paulo Gustavo e Aldir Blanc (2024-2025). Bacharel em Comunicação Social-Jornalismo pela UFAM-ICSEZ Parintins (2022). Cofundador da Amazon Rec Produções, produtora e portal de notícias do baixo amazonas. Trabalha com produção audiovisual, exercendo funções de roteirista, videomaker e motion designer. Estuda cinema, produção executiva e direção de fotografia pela AIC (Academia Internacional de Cinema), em São Paulo.

Campeão do Grupo Especial em 2025, o Bloco Rubro Negro apresentou no Carnailha 2026 um desfile de tom épico e crítico com o tema “Guerra na Mundurukânia: Mura x Munduruku”. Na avenida, a agremiação levou o público a um recorte da Amazônia colonial, encenando disputas territoriais entre dois povos guerreiros e inserindo, como eixo de denúncia, a presença do invasor branco como força que fratura aldeias e desequilibra a floresta.

Tema revisita conflito histórico e aponta o impacto do invasor branco

O enredo reconstrói a guerra entre Mura e Munduruku, destacando estratégias e modos de combate distintos: de um lado, os Mura, associados à mobilidade e ao domínio dos rios; de outro, os Munduruku, apresentados como força ofensiva e expansionista. A narrativa também situa o conflito no cenário maior da Amazônia colonial, com alianças e disputas envolvendo portugueses. No samba-enredo, essa leitura ganha síntese em versos que reforçam a crítica: o branco chega “dividindo aldeias” e “trazendo destruição”, sugerindo que, no fim, quem lucra com a colisão é o invasor.

Comissão de frente abre com embate e transforma o carnaval em denúncia

Com o título “Povos da Mundurukânia”, a comissão de frente coloca o confronto antes do samba e o território antes da avenida. Arcos, lanças e pinturas corporais constroem uma coreografia de tensão e memória, em que Mura e Munduruku se encaram como “espelhos em guerra”, marcados por sobrevivência e honra. A encenação introduz também a figura do invasor branco não como protagonista, mas como contaminação do espaço: uma presença que rompe o equilíbrio e marca a ferida aberta na floresta. A mensagem é direta: não há vencedores, há resistência — e quando a floresta marcha, o desfile assume forma de manifesto.

Ala sincronizada muda o tom: do conflito ao encontro, do confronto à cura

Depois do impacto inicial, a Ala Sincronizada faz a virada narrativa com o conceito “Quando o corpo vira festa”. O bloco troca o gesto de guerra pelo gesto de convivência, apresentando um segmento em que o ritmo vira conversa coletiva. A sincronia aparece como cumplicidade: pés batem como quem chama a terra pelo nome, braços se abrem como abraço. A floresta ganha rosto humano, e a dança surge como celebração da vida que insiste — mesmo marcada, ela segue viva no corpo de quem samba.

Rainha Luana de Souza encarna Yaraeté e simboliza “a vitória da vida”

No item rainha, Luana de Souza, 30 anos, técnica em enfermagem e presente pela terceira vez no posto, representa Yaraeté — a vitória da vida em meio à guerra. A personagem é apresentada como aquilo que o conflito não destrói: o povo que permanece e a floresta que resiste. Em vez de escolher lados, a rainha escolhe a vida, atravessando a tensão com sorriso e movimento — uma imagem de continuidade após a ferida, reforçando a ideia de que a floresta pode ser rasgada, mas não vencida.

Samba-enredo e ala tururi encerram com a floresta no peito e etnias em colisão

O samba-enredo “Quando a Floresta Marcha: Mura e Munduruku, Guardiões em Guerra” amarra o desfile com linguagem de orgulho rubro-negro, rituais, rios e a denúncia do ciclo de destruição provocado por interesses externos. O refrão e as imagens de canoa, correnteza, tambor e espírito antigo conduzem a avenida até a Ala Tururi, que reúne brincantes Muras e Mundurukus como “guardiões em guerra”, fechando a apresentação com força coletiva e tema afirmado: a história é dura, mas a resistência segue em marcha.

Notícias relacionadas

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *