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A redução nas áreas desmatadas também contribuiu para a emissão de 733 milhões de toneladas de CO₂ a menos em comparação com 2022

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Marcos Butel

Produtor cultural por meio de projetos aprovados na Lei Paulo Gustavo e Aldir Blanc (2024-2025). Bacharel em Comunicação Social-Jornalismo pela UFAM-ICSEZ Parintins (2022). Cofundador da Amazon Rec Produções, produtora e portal de notícias do baixo amazonas. Trabalha com produção audiovisual, exercendo funções de roteirista, videomaker e motion designer. Estuda cinema, produção executiva e direção de fotografia pela AIC (Academia Internacional de Cinema), em São Paulo.

O Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (INPE) divulgou nesta sexta-feira (30) os dados atualizados do Projeto de Monitoramento do Desmatamento na Amazônia Legal por Satélite (PRODES), apontando que a área desmatada entre agosto de 2024 e julho de 2025 foi de 5.796 km². O número representa uma redução de 11,08% em relação ao período anterior, consolidando o menor índice dos últimos 11 anos e o quarto ano consecutivo de queda.

Apesar do avanço na preservação, o ano de 2025 também foi marcado por um aumento significativo nas queimadas, o maior registrado em duas décadas. Ainda assim, os dados indicam que cerca de 1,9 milhão de hectares foram preservados, sendo 1.340.400 hectares de floresta amazônica e 564.300 hectares de cerrado. A redução nas áreas desmatadas também contribuiu para a emissão de 733 milhões de toneladas de CO₂ a menos em comparação com 2022.

O estado do Amazonas apresentou uma das quedas mais expressivas, com redução de 16,93% na taxa de desmatamento, passando de 1.223 km² para 1.016 km². O estado foi responsável por 17,53% do total desmatado na Amazônia Legal, ficando atrás apenas do Pará (36,2%) e do Mato Grosso (27,1%). Entre os nove estados da região, oito registraram queda, com destaque para Tocantins (-62,5%), Amapá (-48,15%) e Roraima (-37,39%). O Mato Grosso foi o único a apresentar aumento, com crescimento de 25,06%.

No período analisado, o Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama) lavrou 3.485 autos de infração relacionados à flora em toda a Amazônia Legal, totalizando R$ 2,57 bilhões em multas. Também foram emitidos 2.712 termos de embargo, que bloquearam 335 mil hectares. No Amazonas, foram registrados 275 autos de infração, somando R$ 228 milhões em penalidades, além de 220 embargos que atingiram 41 mil hectares.

Segundo o superintendente do Ibama no Amazonas, Joel Araújo, os resultados refletem o fortalecimento das ações de fiscalização e o avanço de políticas públicas voltadas à conservação ambiental. A expectativa é de que os esforços continuem contribuindo para a preservação da floresta e o controle das atividades ilegais na região.

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