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Marcos Butel

Produtor cultural por meio de projetos aprovados na Lei Paulo Gustavo e Aldir Blanc (2024-2025). Bacharel em Comunicação Social-Jornalismo pela UFAM-ICSEZ Parintins (2022). Cofundador da Amazon Rec Produções, produtora e portal de notícias do baixo amazonas. Trabalha com produção audiovisual, exercendo funções de roteirista, videomaker e motion designer. Estuda cinema, produção executiva e direção de fotografia pela AIC (Academia Internacional de Cinema), em São Paulo.

A época do Festival Folclórico de Parintins é marcada por um aumento significativo no número de turistas que visitam a cidade para vivenciar a emocionante festa dos bois Caprichoso e Garantido. O evento não apenas traz alegria e movimenta a economia local, mas também traz consigo uma preocupação crescente entre os moradores: a alta nos preços dos produtos e serviços durante esse período.

Nas redes sociais, uma internauta expressou sua indignação ao deparar-se com um sanduíche x-salada com um valor exorbitante de 18 reais, enquanto, em circunstâncias normais, o mesmo lanche poderia ser encontrado por apenas 7 reais. Além disso, ela mencionou o preço abusivo de 20 reais por uma simples Coca-Cola. Segundo ela, tal aumento de preços é uma falta de respeito com a população local, que é a consumidora habitual desses produtos durante todo o ano.

A crítica da internauta ressalta a percepção dos moradores de Parintins em relação à exploração de preços durante o festival. Embora seja compreensível que o evento atraia um grande número de turistas e que o comércio se beneficie desse aumento na demanda, é importante considerar o impacto negativo que isso pode ter sobre a população local, que enfrenta dificuldades financeiras para arcar com os preços inflacionados.

As altas nos preços durante o período festivo levantam questões sobre a ética comercial e o equilíbrio entre o estímulo ao comércio e o respeito aos consumidores locais. A população parintinense acredita que os valores cobrados durante o festival deveriam ser mais razoáveis, levando em consideração que os moradores são os principais consumidores ao longo do ano.

Outra fonte que preferiu não ser identificada, em contato com a redação informou que “Tem um lanche na praça dos bois lado Caprichoso que o proprietário disse que podíamos chegar lá e dizer que era parintinense que pagaríamos o mesmo valor de antes ….fui lá hoje e a média era 20 reais o sanduíche”.

Algumas denúncias acontecem em forma de sátira. Tudo isso reforça a insatisfação geral em relação aos aumentos excessivos nos preços e desafia a justificativa de que “quem está com pouco dinheiro não deve consumir”. Os moradores acreditam que os reajustes abusivos são injustos e incompatíveis com a realidade financeira da cidade.

Enquanto o Festival segue encantando visitantes de todo o país com a criatividade do parintinense, a discussão sobre as altas nos preços continua, reforçando a importância de um equilíbrio entre o estímulo econômico e o respeito à população local.

A expectativa é de que medidas sejam tomadas para garantir preços justos e acessíveis, tanto para os moradores quanto para os turistas que visitam a cidade durante esse período festivo. Afinal, órgãos de fiscalização encontram-se presentes em grande quantidade na cidade, mas para quê?

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