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Kelly Sobral

Bacharel em Jornalismo pela Universidade Federal do Amazonas (Ufam). Tem carreira no audiovisual desde 2007 por meio de produções e atuações em curtas-metragens, o que lhe rendeu premiações em diversos festivais de cinema no Amazonas. Atualmente é jornalista no site Parintins Press e Amazon Rec.

Na última quinta-feira (11), a Galeria do Largo, localizada no coração histórico de Manaus, se transformou em um portal entre mundos com a abertura da exposição “Estúdio Buriti: um mergulho entre mundos”. Com curadoria da artista Rafaela Pimentel, o evento reúne sete artistas visuais de Parintins que levaram para dentro da galeria o universo dos murais de rua, agora em diálogo direto com o espaço expositivo urbano.

Erleson Souza, Renan Oliveira, Diogo Trindade, Juan, Levi Gama, Day Cruz e Kamy Wará, compõem o time de artistas que apresentaram obras que transitam entre o físico e o espiritual, entre o visível e o sensível, num convite ao mergulho profundo em múltiplas camadas da existência amazônica.
“Essa exposição –ou melhor, esse passeio aquático – é um mergulho entre mundos. É deixar o corpo boiar sobre o rio, como se estivesse pairando na imensidão do universo”, define o texto de apresentação, numa proposta que busca transportar o visitante para a experiência de viver e sentir os territórios ribeirinhos, suas memórias e ancestralidades.

O recorte curatorial evidencia a potência artística emergente de Parintins, cidade mundialmente conhecida pelo Festival Folclórico, mas que agora mostra outra face da sua produção criativa: o muralismo contemporâneo e a arte urbana, que ganham novos contornos ao ocupar um espaço institucional da capital amazonense.
Para além da estética visual, os trabalhos carregam narrativas de resistência, pertencimento e espiritualidade. “Queremos contar as histórias dos que vivem à beira, daqueles que conhecem a imensidão do rio e enfrentam a escuridão com uma poronga em punho”, destaca o manifesto da exposição. Há um esforço conjunto em afirmar a arte como linguagem de travessia – que conecta, transforma e traduz mundos.


A presença dos artistas em Manaus marca um momento importante para o intercâmbio cultural dentro do próprio estado do Amazonas, revelando uma nova geração de criadores que, apesar das distâncias geográficas, compartilham uma identidade amazônica profunda e plural.
A exposição segue em cartaz por 2 meses na Galeria do Largo, com entrada gratuita. Para quem deseja conhecer mais do que se vê, o convite é claro: mergulhe

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