Caprichoso e Garantido transformam o Bumbódromo em palco…
O 59º Festival de Parintins teve início nesta sexta-feira (26), transformando o Bumbódromo no maior palco da cultura
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Um dos blocos mais tradicionais da chave irreverente, o Chitara da Chapada chega ao Carnailha 2026 com um tema que cruza religiosidade popular, cultura amazônica e homenagem a um dos nomes mais emblemáticos da música do boi-bumbá. O enredo “Folias do Rei Davi: O Canto de Ouro na Realeza da Chapada” coloca em destaque David Assayag, tratado como “Rei” e “Uirapuru da Amazônia”, em um desfile que traz emoção, humor e luxo na Avenida.
A proposta do Chitara cria uma ponte entre a tradição das Folias de Reis e a figura do Rei Davi, associando esse imaginário à trajetória de David Assayag. O bloco apresenta o homenageado como artista de voz marcante e símbolo de superação, destacando sua ligação com Parintins e a relevância de sua caminhada no Festival Folclórico — incluindo a atuação como levantador de toadas e a passagem pelos dois bois, Caprichoso e Garantido, como patrimônio cultural que atravessa cores.
Com o subtítulo “O canto de ouro na realeza da Chapada”, a comissão de frente traz o figurino de “Yags felinas aladas”, assumindo de vez a estética do bloco: luxo, humor e símbolos ligados à “Chitara”. O grupo é formado por rapazes da comunidade ligados ao Chapada Futebol Clube, e a criação coreográfica é comandada pelo carnavalesco Waldir Santana, nome reconhecido por sua trajetória no Festival de Parintins. A cena inclui a representação da “Chitara” por um dançarino com muita movimentação e um momento de destaque com pole dance no centro do módulo coreográfico, reforçando irreverência e impacto visual.
Pelo terceiro ano consecutivo, Melissa Maia de Medeiros defende o item de Rainha do Bloco. Artista plástica, dançarina e figurinista, ela aparece como síntese do enredo: luxo, “realeza” e liberdade de expressão, com figurino inspirado no símbolo do bloco — a oncinha.
Outro ponto forte é a Ala das Bonitas, que mantém uma das marcas históricas do carnaval irreverente: homens fantasiados de mulher, com personagens inspiradas no universo de David Assayag, como Davilane, Davilina e Davinete. A ala é apresentada como um espaço de alegria, riso e afirmação, defendendo a diversidade como parte essencial do espetáculo.
O letreiro do Chitara é descrito como mais que identificação: ele carrega o retrato afetivo do homenageado, associando David Assayag ao violão, às serenatas, aos encontros e ao jeito parintinense de celebrar a vida. A narrativa embala o desfile com a mensagem de que música é liberdade — de sentir, lembrar, amar e pertencer.
Com marchinha provocativa e de forte apelo popular, o bloco arrasta os foliões, mantendo a tradição de comentar o cotidiano com humor e respeito — uma assinatura do Chitara desde sua fundação em 1984.

O 59º Festival de Parintins teve início nesta sexta-feira (26), transformando o Bumbódromo no maior palco da cultura popular do Norte do Brasil. Com capacidade

Com uma entrada emocionante e grandiosa, o Boi Caprichoso abriu a primeira noite do 59º Festival de Parintins apresentando o subtema “O Chão de Origem”.

Com lenda e ritual do povo Parintintin, o bumbá estremeceu o Bumbódromo com o primeiro ato, “Parintins: Portal do Encantamento” Da noite de sexta-feira (26)