Caravana Azulada chega a Parintins e marca a…
A Nação Azul e Branca se fortaleceu neste sábado (20) com a chegada da tradicional Caravana Azulada a
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O Bloco As Tiazinhas chega ao Carnailha 2026 com um enredo que revisita a própria trajetória do carnaval irreverente na cidade: “Do Sujo ao Luxo”. A proposta é mostrar, em cena e fantasia, como a brincadeira simples dos anos 1990 evoluiu para o espetáculo atual, sem perder a essência popular, o humor e a irreverência que marcam os blocos da chave dos Irreverentes.
A narrativa do desfile parte do período em que o carnaval acontecia na Boulevard 14 de Maio, quando os grupos eram conhecidos como blocos de sujo. Naquele tempo, o luxo ainda não era regra, mas a alegria era garantida: homens se vestiam de mulher, mulheres se vestiam de homem, e uma única ala concentrava a energia da festa — com maisena, máscaras e personagens típicos dos carnavais de rua dos anos 90.
O histórico do bloco aponta a fundação em 19 de dezembro de 1999, quando um grupo de amigos se reuniu no reduto da agremiação, na Avenida Nações Unidas, e decidiu criar um bloco para brincar o Carnailha. A marca nasceu ali mesmo: os foliões voltaram vestidos com roupas trocadas e passaram a gritar “Nós somos As Tiazinhas”. O nome, segundo o relato, surgiu na onda da personagem Tiazinha, sucesso nacional na TV nos anos 90, e também como homenagem bem-humorada a uma vizinha lembrada pelo grupo.
Em 2026, o bloco aposta em uma apresentação dividida entre memória e atualização estética. A rainha será Josué Prata, conhecido como “Josiella Mullata Tawana”, figura ativa do Carnailha e ligada à dança, coreografia e criação de figurinos. O bloco destaca que a rainha representa o “símbolo do carnaval atual”: fantasias com brilho, tecnologia e luzes.
O desfile ainda foi organizado em duas alas concorrentes e uma ala dos homenageados. A primeira ala retrata o povão dos blocos de sujo, com referências diretas aos anos 90, enquanto a segunda, chamada “Luxo do Carnaval”, leva para a avenida a estética contemporânea — com porta-bandeira (Weller Nascimento) e baianas em figurinos luxuosos. Já a ala dos homenageados reúne fundadores, familiares e pessoas que ajudaram a construir a história do bloco.
Outro destaque do enredo é a evolução do carro alegórico: do improviso em triciclos de carga, comuns em Parintins em 1999, até as estruturas atuais com adereços, movimento e acabamento mais elaborado. A festa se completa com o tradicional arrastão, descrito como o “arrastão do povão”, reunindo milhares de brincantes de toda a cidade.


A trilha do desfile é a marchinha “Do Sujo ao Luxo”, composta por Zeildo Ramos e Weller Nascimento, que reforça a identidade do bloco com humor, memória afetiva e a ideia central do tema: a transformação do Carnailha ao longo do tempo, mantendo viva a mesma paixão comunitária que fez o grito nascer em 1999.
Ao reafirmar o respeito às diferenças — incluindo orientação sexual, crenças e identidades — As Tiazinhas leva ao Carnailha 2026 um desfile que é, ao mesmo tempo, lembrança, celebração e retrato da evolução do carnaval irreverente parintinense.

A Nação Azul e Branca se fortaleceu neste sábado (20) com a chegada da tradicional Caravana Azulada a Parintins. Mantendo uma tradição iniciada na década

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