UNICEF lança em Parintins Guia Rápido de Proteção…
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No próximo dia 14 de junho, acontece em Parintins o lançamento do Guia Rápido para Municípios – Orientações Práticas para Proteção de Crianças e Adolescentes durante Grandes Eventos e Festas Populares, uma iniciativa do Fundo das Nações Unidas para a Infância (UNICEF) e a Childhood Brasil, com apoio do Ministério dos Direitos Humanos e da Cidadania (MDHC). O guia é baseado na experiência exitosa da Rede de Proteção do Festival de Parintins e de São João do Caruaru.
Nesta semana, a secretária de Assistência Social, Trabalho e Habitação, Zeila Cardoso, participou da live realizada pelo (UNICEF) e parceiros, onde foram apresentados todos os passos do Guia.
Liliana Chopitea, chefe de política social do UNICEF Brasil, apresentou dados afirmando que no período de 2021 a 2023, mais de 165 mil crianças e adolescentes foram vítimas de violência sexual no Brasil. As meninas representam 87%, embora meninos também sejam afetados. A idade das vítimas está entre 10 e 14 anos e mais de 1/3 tem 9 anos de idade. Números que não são estatísticas são crianças que tiveram direitos violados.
A partir de experiências bem-sucedidas em diferentes municípios do Brasil, o material oferece orientações claras e práticas para apoiar gestores locais, parceiros e apresenta passo a passo para identificar riscos, articular serviços e implantar medidas, antes, durante e depois dos eventos.
“Já estamos tendo essa abordagem na prática de sua aplicação em grandes eventos como o Festival de Parintins e o São João do Caruaru. Temos hoje demonstração de que integrar a proteção não é apenas necessário quando há alinhamento, mas quando há vontade política”, enfatizou.
Para a secretária Zeila Cardoso, o momento é de gratidão porque o trabalho coletivo foi percebido pelo UNICEF, estruturando a experiência exitosa de Parintins, tornando-se referência nacional, motivo de alegria e muito orgulho.
“Hoje, dentro do município, são 47 instituições, sejam elas governamentais, ligadas à igreja católica, evangélica, movimentos sociais e culturais, que trabalham essa proteção”, informou.
De acordo com a secretária, outro momento importante foi quando o Estado entendeu a dimensão da Rede, o trabalho que o município vem promovendo e a presença do Conselho Municipal dos Direitos da Criança e Adolescentes -CMDCA e o Conselho Tutelar, fundamentais para o acesso à cultura e o protagonismo dos bumbás mirins.
Zeila recordou a trajetória da Rede de Proteção que surge dentro de um cenário catastrófico que soava de forma negativa para Parintins e o Festival.
“Em 2005 existia um resultado catastrófico para as nossas crianças e adolescentes, consequências como gravidez precoce, doenças sexualmente transmissíveis, menores desaparecidos e nunca foram encontrados, tráfico humano, consequências das mais variadas formas, acesso de menores a uso de álcool e droga e uma infinidade de situações”, lembrou.
Em 2009 o UNICEF trouxe um diagnóstico que Parintins estava dentro da rota de tráfico humano, de exploração sexual e trabalho infantil com um número acentuado. “Esse diagnóstico trouxe uma preocupação muito grande e a partir desse momento, em cada reunião, em cada palestra, os atores iam ganhando legitimidade, força e acima de tudo diálogo que era muito importante, acabávamos conhecendo as nossas potencialidades e o nosso limite de atuação”, enfatizou.
Participaram da live Raquel Marques, coordenadora de comunicação da Childhood Brasil, Liliana Chopitea, chefe de política social do UNICEF, Brasil, Célia Nahas (SNDCA/MDHC), Eva Dengler, superintendente de programa da Childhood Brasil e a secretária de Assistência Social e Combate à Fome de Caruaru/Pernambuco, Katiuscia Lopes.
Texto: Josene Araújo – SEMASTH/SECOM
Fotos: Arleison Ceuz

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