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O que leva um homem no auge de uma carreira jurídica — com estabilidade financeira e reconhecimento social — a abandonar tudo e recomeçar do zero como imigrante?
Essa é a premissa central de “The Small Giant Champion – Omar Salum” (título provisório), documentário que mergulha profundamente na trajetória do lutador amazonense Omar Salum, explorando coragem, ruptura, identidade e reinvenção.
O longa é escrito e dirigido pela consagrada produtora Meire Fernandes, em sua estreia na direção, e produzido por Eduardo Ferro, cujo primeiro longa-metragem foi o documentário “O Faixa Preta – A Verdadeira História de Fernando Tererê”, obra de grande repercussão no universo do jiu-jitsu e do cinema documental brasileiro, disponível na HBOMAX. A experiência de Eduardo nesse projeto consolida sua assinatura narrativa e fortalece a base criativa do filme.
Juntos, Meire Fernandes e Eduardo Ferro constroem um documentário sensível e potente, que ultrapassa o esporte para retratar a jornada de um homem que escolheu recomeçar — e se reinventar — em outro país.
O filme é um retrato sensível sobre identidade, resiliência e a coragem de seguir um chamado.
Criado em Manaus, Salum iniciou sua jornada no Jiu-Jitsu em 1994, alcançando a faixa preta em apenas quatro anos. Antes mesmo de cruzar as fronteiras para residir na Califórnia (EUA), o atleta já havia consolidado uma carreira meteórica no Brasil. Em 1999, estreou na faixa preta do Campeonato Mundial com um feito impressionante: venceu cinco lutas para conquistar o ouro, repetindo a dose no ano seguinte. Esse desempenho estabeleceu um recorde que se manteve invicto por 10 anos, solidificando seu nome entre os imortais do esporte.
Em 2014, Omar vivia uma realidade que muitos considerariam o ápice: era um advogado bem-sucedido com rendimentos que ultrapassavam os R$ 20 mil mensais. No entanto, o chamado do tatame falou mais alto. “Eu tinha uma vida muito confortável no Brasil, mas o meu propósito e a minha paixão pelo Jiu-Jitsu me impulsionavam a buscar algo maior. Vir para os EUA foi descer do topo para aprender a subir novamente, mas dessa vez, fazendo o que eu amo 24 horas por dia”, afirma Omar.
Essa transição para a categoria Master apenas confirmou sua hegemonia: foi sete vezes campeão mundial, sete vezes campeão pan-americano e duas vezes campeão europeu. Recentemente, em 2026, Salum voltou a fazer história ao tornar-se o lutador mais leve a vencer o peso absoluto (sem limite de peso), trazendo duas medalhas de ouro para casa.
Para Omar, o esporte não é apenas uma profissão, mas a lente pela qual ele enxerga o mundo. “O esporte ocupa 100% do meu dia. Ele me deu disciplina para os tribunais e me deu coragem para a imigração. É o meu sustento físico, mental e espiritual”, destaca.
Um dos pilares mais emocionantes do documentário é sua relação com a filha de 8 anos. Pai solo em um país estrangeiro (ele também é pai de um jovem adulto de 25 anos), ele descreve a paternidade como sua maior vitória. “Minha maior alegria é ver o crescimento dela e saber que estou construindo um legado. O desafio é equilibrar a dureza dos treinos e das competições com a doçura que ela exige e merece. Ela é a minha maior motivação para ser um campeão fora do tatame também”, revela o atleta.
A diretora Meire Fernandes escolheu a história de Omar para estrear na direção justamente pelo impacto humano dessa trajetória. “O que realmente me tocou foi o contraste: um homem extremamente forte e competitivo no esporte, mas ao mesmo tempo delicado e sensível fora dele”, revela. Para ela, o documentário vai além das medalhas: “A trajetória dele atravessa temas como imigração, recomeço e a fé no próprio sonho”.
O projeto, que está em fase de desenvolvimento, prevê circulação em festivais internacionais e exibições especiais, com foco especial em Manaus, cidade onde a lenda começou.
Por Assessoria de Imprensa
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