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Comentarista paraguaio chama brasileiros de macacos e pode ser punido por racismo

Vargas Peña, um dos principais âncoras da rádio ABC Cardinal, ligada ao jornal ABC Color, comemorou a derrota brasileira com insultos

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Marcos Butel

Produtor cultural por meio de projetos aprovados na Lei Paulo Gustavo e Aldir Blanc (2024-2025). Bacharel em Comunicação Social-Jornalismo pela UFAM-ICSEZ Parintins (2022). Cofundador da Amazon Rec Produções, produtora e portal de notícias do baixo amazonas. Trabalha com produção audiovisual, exercendo funções de roteirista, videomaker e motion designer. Estuda cinema, produção executiva e direção de fotografia pela AIC (Academia Internacional de Cinema), em São Paulo.

O âncora e comentarista esportivo paraguaio Enrique Vargas Peña gerou revolta ao proferir declarações racistas contra os brasileiros durante um programa de rádio nesta quarta-feira (26). Em meio a comentários sobre a derrota da Seleção Brasileira para a Argentina por 4 a 1, ele chamou os brasileiros de “macacos”.

Vargas Peña, um dos principais âncoras da rádio ABC Cardinal, ligada ao jornal ABC Color, comemorou a derrota brasileira com insultos. Sua fala gerou uma reação imediata de uma apresentadora que participava da transmissão. “Meu Deus… você vai receber uma multa”, disse ela, em referência à legislação paraguaia que prevê punições para atos racistas.

Em resposta, o comentarista voltou a atacar e mencionou a presidente do Palmeiras, Leila Pereira, chamando-a de “cachorra de m***”. Leila foi uma das figuras mais críticas à Conmebol e ao clube Cerro Porteño após o jogador do Palmeiras Luighi sofrer insultos racistas durante uma partida da Libertadores Sub-20, realizada em um estádio próximo a Assunção.

A presidente do Palmeiras classificou como “ridícula” a multa de US$ 50 mil imposta ao Cerro Porteño pela Conmebol, criticando a postura branda da entidade sul-americana, sediada no Paraguai.

Racismo no Paraguai e possíveis punições

O Paraguai possui uma lei recente para punir atos de racismo. A legislação foi promulgada em 2022 e regulamentada apenas em novembro de 2024, segundo o advogado constitucionalista Hugo Estigarribia, ex-senador do país.

“A Constituição paraguaia de 1992 já previa igualdade perante a lei. Aqui, não se admitem discriminações”, explicou Estigarribia. No entanto, a nova legislação especifica penalidades, que variam entre 50 e 100 salários mínimos diários, podendo dobrar em caso de reincidência.

Atualmente, o salário mínimo diário no Paraguai é de 107.627 guaranis (cerca de R$ 78,27). Assim, a multa máxima por atos racistas pode chegar a R$ 7.827, valor considerado baixo para um crime dessa gravidade.

Ainda não há informações sobre medidas legais contra Enrique Vargas Peña, mas o caso gerou grande repercussão e reacendeu o debate sobre o racismo no futebol sul-americano.

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